Da quadra aos sonhos olímpicos: como a Rybakina colocou o Cazaquistão no mapa do tênis mundial!
eita, molecada nova nem sabe direito o que rolou naquela época mas eu me lembro como se fosse ontem — quando a Rybakina ainda tava voando baixo no circuito mas já mostrava aqueles golpes que gelavam qualquer um do outro lado da quadra. eu tava num bar no subúrbio carioca, assistindo um jogo qualquer pela tv velha do bar do seu zé, quando apareceu ela, nova, mal chegando aos 20, enfrentando uma grã-fina do tênis russo. a galera do bar só de olho no jogo mas ninguém nem falava muito não, até que ela levantou aquele drive na semi e eu falei pros caras: "ó, tem uma menina aqui que não vai parar tão cedo não". nisso já vieram uns dois caras torcendo pra russa só porque era mais conhecida, mas quando ela sacramentou com aquele revés de esquerda no 2022, meu irmão, foi como se a gente tivesse assistindo um gol olímpico do neymar na hora do abraço. eita, aquilo ali não foi só um ponto, foi um aviso pro mundo inteiro: o cazaquistão tava chegando pra ficar 😄
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Que cena né porra 😱 eu tava no Algarve com uns amigos estrangeiros que só falavam de Nadal e Federer e eu fiquei caladão enquanto eles tavam discutindo estilos… até aparecer ela no telão com aquela cara de tranquila que não combinava NADA com os nervos que tava dando… meus amigos nem ligaram, até porque não sabia nem onde ficava o Cazaquistão no mapa, mas quando ela acertou aquele revés na final eu gritei tão alto que até uns alemães viraram pra trás assustados 🔥 mas não é que meu amigo sueco foi logo falando "ah, mas a Jabeur tava pressionando" e eu soltei "pressionando? que pressão nada, aquilo ali foi um crime de lesa majestade contra o tênis feminino"… e daí eu expliquei pra galera que a Rybakina não era só boa, era um despertador pro mundo acordar pra um esporte que tava viciado em velhos conhecidos, sabe?
Na arquibancada desde criança.
eita, mas eu tava pensando naquela vez em Indian Wells, 2021, nem tinha chegado a final ainda, mas a galera já começava a cochichar nos corredores do complexo. eu tava lá de bobeira, um ingresso de segunda mão que um camarada me arranjou porque o cara que ia não quis ir, e eu nem sabia direito quem era essa cazaque toda... até ela entrar no court 3 pra enfrentar uma americana qualquer que tava enchendo o saco. a menina jogou aquele forehand arrasador num ponto decisivo e eu fiquei ali, com a cerveja na mão, vendo a bolinha ir longe demais pro lado dela e pensei "caramba, essa aqui tem braço pra mais de um set". e olha só, nem foi o jogo mais famoso dela, mas foi ali que eu comecei a perceber que não era brincadeira não: ela não só acertava bem, ela acertava como se estivesse devolvendo a vida pro tênis naquela quadra cheia de egos já podres. quando ela levantou aquele braço depois do match point, só sorrindo daquele jeito dela que parece dizer "eu sei que fui boa, mas não preciso gritar", aí sim eu entendi: o Cazaquistão não tava só chegando, tava assumindo a responsabilidade de mostrar que tênis não é coisa de clube fechado não...
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Eita, mas que viagem boa essa de relembrar... Na época eu ainda achava que tênis era coisa de tios de gravata no clube elegante do centro, até ver a Rybakina bater naquela americana em Indian Wells com aquele forehand que mais parecia um chute de cavalo solto — lembra? A bolinha vinha lá da outra ponta do court e PÁ, sumia como se tivesse entrado num buraco negro. Agora, olha pro time atual, nossa...
Hoje ela tá lá, firme nos Top 10, mas já não tem mais aquele "ar de surpresa", sabe? Como quando você vê uma criança que você ensinou a andar de bicicleta pedalando sem as rodinhas pela primeira vez. A Rybakina de agora é aquele professor que todo mundo respeita, mas que ninguém mais comenta porque já virou rotina. Ontem mesmo ela entrou em quadra contra uma jovem que tá começando a aparecer — uma dessas meninas que a gente fica na dúvida se vai virar estrela ou terminar em clube de bairro — e ela simplesmente apagou a coitada com aquele saque que mais parecia um tiro de canhão. Sério, foi como assistir o Pelé jogando contra time de várzea depois de ter feito o gol de letra contra o time da Alemanha.
Mas ó, tem um detalhe que ninguém fala: antes a gente torcia porque ela era a "azulzinha" que vinha do nada. Agora a gente torce porque é a Rybakina, ponto. Ela já não precisa provar mais nada, só precisa continuar existindo praquelas crianças cazaques que tão pegando a raquete pela primeira vez e ver no telão "Rybakina" escrito ali. É tipo quando o Neymar ia pra seleção: você já sabia que ia marcar dois gols, só não sabia quando.
E o mais louco? Antes a gente se emocionava com cada vitória dela como se fosse a primeira do mundo. Hoje a gente já comenta os resultados como quem fala de time de várzea: "Ah, ela ganhou fácil, mas ó, o backhand tava fraco hoje". Mudou a forma de olhar, mas o orgulho continua igual. Só que agora a gente já espera, já confia, já sabe que quando ela levantar aquela taça é porque ela mereceu aquele momento.
Eita, mas que diferença danada do tempo que a gente ficava discutindo no fórum se ela ia aguentar a pressão de ser a primeira cazaque a chegar longe. Hoje a gente já nem pergunta mais — só torce pra ver quanto tempo ela vai ficar lá em cima, porque afinal, quando você acostuma com a excelência, qualquer coisa abaixo disso te decepciona. 😅
Mas ó, uma coisa é certa: seja na final de Wimbledon daquele ano ou na semifinal de agora, quando a gente ver aquele revés de esquerda ou aquele saque destruidor, a gente vai continuar gritando igual ao começo. Porque no fundo, a gente só gosta mesmo é daquela sensação de ver a história sendo escrita bem na nossa frente. E olha que beleza: a gente ainda tá aqui pra contar a história!
xG > emoção.
Eita, mas que turma boa de relembrar essas cenas, heim? Eu tava na época em Belém, no terraço do prédio do meu tio, com uma geladeira velha que só esfriava metade da cerveja, assistindo aquele monte de jogo qualquer pela tv que pega canal de tênis debaixo do braço como quem pega pirataria. De repente, a Rybakina entra em quadra contra essa russa toda elegante, e eu nem tava nem aí, até aquele forehand dela entrar tão forte que a bolinha quase furou a tela. Meu tio, que é mais de futebol do que de tênis, olhou pra mim e falou: "esse negócio aí não é tênis não, é tiroteio". E foi assim, aos trancos, que eu virei fã número 1 do Cazaquistão 🤣
Daí, quando chegou a final, eu já tava com a irmã do meu primo, uma menina de 8 anos que não sabia onde ficava o Cazaquistão mas já decorou o nome da Rybakina como se fosse "super-herói". Eu disse pra ela: "Hoje a gente vai ver uma mulher que joga igual um furacão". E olha, ela acreditou tanto que ficou gritando "FORA RÚSSIA!" cada vez que a Rybakina errava um saque. Eu quase caí do terraço de tanto rir quando a menina começou a comemorar o revés de esquerda como se fosse gol do Brasil na copa. 🍿😂
E o pior é que até hoje eu tenho orgulho de dizer que vi tudo aquilo bem antes de todo mundo. Tipo, eu tava lá no subúrbio carioca, num bar onde o dono nem sabia o que era tiebreak, mas eu já sabia que ia dar merda na Rússia. E deu! Agora todo mundo fala que é "a rainha do tênis cazaque", mas eu só lembro daqueles dias que a gente ria igual doido no terraço enquanto a tv queimava de tanto gritar. É por isso que eu fico aqui, firme e forte, torcendo não porque ela é boa, mas porque a gente tem a melhor história pra contar enquanto toma uma Skol gelada. ❤️🤡