O dia em que Rublev mostrou que a Rússia tem nome, sobrenome e backhand de craque!
me lembro daquele dia do saibro em mil novecentos e noventa e qualquer coisa quando o Guga tava destruindo todo mundo no Chile só com aquele jeito dele de jogar na terra batida — mas ai uma vez a molecada nem viu isso porque não tava nem nascendo ainda, olha só o que o Rublev fez agora? que raiva que dá não é? eu tava lá na frente da televisão aquele dia das olímpiadas igual a um trouxa gritando com a tela enquanto ele varria o court como se fosse brincadeira de criança, cara ver aquele backhand dele cortando a bola como se fosse manteiga num pão quentinho, aquilo sim que é jogar tênis pra valer 😄
mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
ÔPOXA POIS ENTÃO POIS NÃO, MINHA GENTE... EU AINDA ME ARREPIA QUANDO EU VOU PENSAR NAQUELA OLIMPÍADA, CARA... EU TINHA JUSTAMENTE SAÍDO DO TRABALHO AQUELE DIA, MONTAVA ANDAIME AQUI DE CURITIBA E LIGUEI O CELULAR NA CANTINA DO CANTEIRO PRA VER O WARM-UP... AI MEU DEUS, FOI TIRO, ERA PESADO, CADA STROKE DO RUBLEV TINHA UMA PRECISÃO QUE EU FIQUEI OLHANDO PRO CÉU E GRITANDO "ESSE CARA É UMA MÁQUINA, PORRA! 🔴🔥"... AQUELE BACKHAND CORTANDO COMO SE A BOLA FOSSE DE BORRACHA MOLHADA, EU JURAVA QUE TINHA ALGUÉM COM FIO INVISÍVEL PUXANDO PRAQUELE LADO 😱... E QUANDO ELE FECHOU O SET AQUELE 6/3 NO REPÓBREU ESPANHOL QUE AINDA TAVA SE FAZENDO DE DIFÍCIL? A BANDEIRA RUSSA LEVANDO GOLPE DE LUZ NAQUELE FRIO ABSURDO... EU NEM TINHA NOTADO O TEMPO TODO A MINHA CAMISETA DO RUBRO-NEGRO TÁVA ENCHARRADA, CORAÇÃO A 200, GRITEI TANTO QUE MEU VOVÔ AINDA ME CHAMA DE LOUCO ATÉ HOJE "NÃO É POSSÍVEL TERGIVERSAREM COM UM MONSTRO DESSE, PESSOAL!!! 💪🔴"
Um clube, uma vida ❤️
putz, lembrei agora daquele frio de rachar em pé de ouvido quando o cara tava batendo no saibro olímpico, parece que até o rio mapocho congelou de vergonha quando o rublev entrou em quadra com aquele casaco grosso e ainda por cima foi destrinchando o cara tipo uma laranja em dois minutos, nossa senhora do tênis quente, mas não era só o frio que tava lá não, tava um gelo debaixo da pele de quem via ele se mover como se a raquete pesasse menos que um palito de fósforo, cada giro pro backhand parecia um crime perfeito, a bola ia um lado e já tava do outro antes de a galera piscar, e aquilo sim é que é dar nome e sobrenome pra Rússia num esporte que muitos acham que só o australiano ou o espanhol dominam, peraí, lembrei também do meu cunhado lá em casa gritando "esse russo é doido varrido!" e a mãe dele logo logo mandando ele calar a boca pra não acordar o bebê, mas tava todo mundo acordado de tão grande, o jeito que ele olhava pros juizes quando errava um winner que nem existia chance pra o cara acertar? pura classe, puro desdém pela pressão, e no fim daquilo tudo ainda teve aquele lance de bater no peito depois de fechar o jogo, como se dissesse "olha aqui, mundo, eu tô aqui e ninguém me segura", e o pior é que a gente sabia que não era brincadeira de final de semana não, era o Rublev mostrando pro planeta inteiro que Rússia tem mais na manga do que a gente imaginava... mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Cara, mas que saco comparar esses dois momentos porque um é daquele tamanho e o outro… bom, o outro a gente ainda tá vivendo, mas num estica tanto não, pelo amor de Deus.
Aquele Rublev das Olimpíadas 2021 tava no auge do furor, todo mundo jogando no Chile com aquele frio de gelar até os ossos da galera toda, e ele apareceu tipo um furacão com casaco grosso e raquete leve, destruindo tudo que via pela frente como se fosse aquecimento de treino. Você via aquele backhand dele cortando a bola e pensava "esse cara tá brincando de tênis" — e não tava não, porque o cara tava levando uma bandeira russa pra passear no meio do maior frio de Santiago. Eu lembro de ter assistido no estádio mesmo, em Lisboa, e o pessoal todo gritando junto com o Mapocho gelado de vergonha. A galera toda ficou com a voz rouca, os olhos brilhando, até o meu cachorro latia junto com cada winner que ele metia.
Hoje a gente tem um Rublev mais experiente, mais matador ainda, mas num bate de frente com aquilo não, não. Não é que o atual seja ruim — pelo contrário, o homem tá há anos entre os top 10, ganhou slams, taca fogo em qualquer quadra — mas aquela aura de "o mundo não sabe o que tá por vir" não tem mais. Hoje a gente já sabe o que esperar: o cara entra, manda o primeiro forehand pesado, some com três winners seguidos, e pronto, ponto. Naquele dia de 2021 ele era uma lenda em ascensão que ninguém conhecia direito; hoje ele é a lenda que todo mundo já tem medo.
E o detalhe mais maluco? Aquele dia a galera tava toda misturada, você via brasileiro, chileno, argentino, todos unidos só pra ver o Rublev voar. Hoje cada um tá no seu quadrado vendo pelo celular, reclamando do horário ou do stream, mas nem liga pra bandeira tremulando não. A emoção é outra, o hype é outro, mas a essência tá lá — só que agora a gente já acostumou, como quem acostuma com o sol de manhã.
Pode até ser que algum dia a gente olha pra trás e fala "nossa, mas aquele Rublev de agora…" só que num será a mesma coisa não. Aquilo ali foi um momento único, desses que grudam na memória e fica só o vídeo no YouTube pra gente chorar de novo. O atual é lindo, mas é diferente — como comparar um pôr do sol no Tejo com um nascer no Everest.
Pois então, gente, me lembrei agora daquele dia que eu tava na fila do posto de gasolina aqui em Belém e o cara do lado tava com um rádio velho que só pega AM, sabe? Aí começou a transmitir aquele jogo do Rublev e eu fiz aquela cara de "putz, meu pai, isso aqui vai ser sofrimento puro", mas resolvi ligar o viva-voz pra galera da fila ouvir junto. Resultado? O posto inteiro começou a gritar junto cada winner que o Rublev fazia, o atendente esqueceu de vender gasolina pra três carro pra ficar batendo o martelo na bancada igual louco e o cara do churrasquinho veio correndo perguntar se a gente tava fazendo alguma promoção porque achou que era propaganda. E quando ele fechou aquele jogo no 6/3 eu juro que até o cachorro do posto uivou igual quando o alarme dispara, o povo todo saiu correndo pra comemorar como se fosse final de campeonato brasileiro, o cara do churrasquinho distribuiu pão com linguiça de graça e o Rublev ficou lá no fundo do rádio parecendo um titã destruindo uma aldeia de bonequinhos. 🔴🔥💥 Pior que dali uns dias eu tentei explicar pro meu filho de cinco anos o que aconteceu e ele falou "pai, então o russo ganhou porque o posto encheu o saco dele?", e eu falei "mais ou menos, meu filho, mas foi assim que o Rublev virou lenda pro resto da vida". E olha, até hoje quando passo lá no posto aquele funcionário grita pra mim "ô Ze, bota o rádio no canal do tênis que hoje tem mais russo pra detonar!". É por isso que eu venho aqui, pra gente manter essa loucura viva! 🤣🍿