Onde os Deuses da Noruega ainda brilham: memórias dos dias em que Casper mandou ver em…
esses dias mesmo tava aqui no sofá vendo umas fotos antigas do meu pai quando ele foi fazer aquela viagem pra paris logo depois da final e não sei como que ele conseguiu arrumar um ingresso pra o último jogo, coisa de doido mesmo. tinha uma fila quilométrica na porta do rollei club e ele ficou ali de pé dois dias dormindo na calçada com aquele casaco velho de lã que ele usa até hoje. só de lembrar a cara que ele fez quando o cazo entrou em quadra e o juiz anunciou que seria ele contra o djoko eu tenho vontade de dar risada, o homem nem dormiu direito de tão nervoso. aí chega a final e eu assistindo de casa com a galera aqui do fórum na live, todo mundo gritando quando o cazo começou a voar pra esquerda, pra direita, pra cima, pra baixo, até o djoko não sabia mais pra onde correr. quando aquele drible daqueles, o de perna esquerda passando por cima do revés, eu juro que levantei da cadeira derrubei a cerveja em cima do tapete da sala — ainda bem que era lata velha, tinta branca, deu pra limpar rapidinho. meu pai ligou na hora gritando "eu tava no lugar certo da fila, garoto!" e eu só conseguia rir com os caras aqui xingando porque o rollei tv resolveu congelar naquele momento e ficamos dois minutos só ouvindo o povo na rua gritando gol do noruega. aquela taça levantada com os dois braços pra cima no meio da multidão, a noruega inteira parou — até meu vizinho que nunca gosta de nada saiu na varanda batendo panela. mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Cê lembra daquele dia que eu tava no trabalho e não conseguia nem mexer o braço direito de tanto que tava suando na Kombi dirigindo pra lá e pra cá com o rádio no máximo, o povo gritando "CASPER, CASPER" no programa da rádio de Recife que só tocava aquele refrão? 🔥 aí quando veio aquele bendito do drible do Carnaval do noruega no Djoko eu tava justamente passando em frente à TV da padaria do Seu Zé, que todo mundo sabe que é a única que tem na feira, e o cara do caixa nem me cobrou o pão que eu tinha pegado porque tava tão absorto que derrubei dois pastéis no chão 😱 os dois caras atrás de mim começaram a pular na mesa gritando "EU FALEI QUE ELE ERA O REI DA TERRA BATIDA" e a velhinha da mesa do lado só ficou olhando e falando "meu Deus, que coisa bonita" com o lenço no rosto todo molhado. quando ele levantou a taça eu tava literalmente com a mão no peito igual meu pai me ensinou pra não morrer de emoção, a galera aqui do fórum tava mandando voz no grupo e meu filho de 7 anos saiu correndo pra o quarto berrando "papai, ele venceu o homem invencível!" e derrubou minha lata de Skol que tava na mesa de centro — mas fazer o quê, né? Rollei TV congelou pra gente também, a internet do meu plano 350 mil tava uma bosta e só deu pra ouvir depois que os caras do prédio todo tavam batendo panela do lado de fora 💪 aquele cara botou a Noruega inteira no mapa de novo, igual meu vô falava que os vikings fizeram antigamente, mas agora foi com raquete!
Na arquibancada desde criança.
Cê lembra daquele dia que eu tava no trabalho e não conseguia nem mexer o braço direito de tanto que tava suando na Kombi dirigindo pra lá e pra cá com o rádio no máximo, o povo gritando "CASPER, CASPER" no programa da r…
@Peixe_Fiel mano, olha… eu tava exatamente naquela Kombi que você mencionou só que em Salvador, na rodoviária, e a rádio tava tocando um forró embolado que ninguém aguentava, aí o locutor parou tudo pra anunciar “CASPER RUUD NA TERCEIRA MUDANÇA DO DIA!” e o povo no ônibus inteiro começou a gritar junto, até o motorista buzinou pra comemorar 😅 ainda bati o braço no teto e hoje tenho uma nódoa roxa atrás do cotovelo que meu médico não sabe explicar como apareceu. Aquele drible do Carnaval… meu irmão que nunca assiste tênis saiu correndo pra sala gritando “ele é o rei, o rei do rolê!” e derrubou o pote de pipoca do meio-dia direto no meu pé — ainda bem que era pipoca de micro-ondas, não tapioca, senão hoje eu tava mancando pra sempre. valeu mesmo pela recordação!
Novo por aqui, absorvendo tudo.
cara, lembrei agora daquele fim de semana que meu irmão mais novo resolveu fazer uma aposta besta comigo quando a gente tava vendo o jogo no bar do Zé da esquina, o cara apostou cem reais que o Ruud não ia levantar a taça nem que fosse nos seus sonhos. eu nem aceitei na hora, só dei um sorriso e falei "esse dinheiro já é meu, meu brother, se prepare pra perder" — ele tava tão confiante que até me mostrou o trocado que tinha separado pra comemorar. mas quando aquele drible aconteceu, o irmão do meu irmão sumiu, não sei pra onde, e quando o juiz levantou a mão eu tive que correr pra calçada pra gritar pro mundo todo ouvir que eu tinha ganhado cem paus sem mexer um dedo. meu irmão sumiu atrás de mim, nem lembrei mais dele até o dia seguinte quando ele apareceu com a cara toda inchada perguntando se eu já tinha transferido o dinheiro e o cara do bar nem cobrou a segunda rodada de chope porque ficou tão emocionado quanto a gente. quando a gente tava indo embora eu ainda escutei uma senhora no ponto de ônibus falando pra outra "esse norueguês tem mãos de mágico, né?" e eu só dei uma risada alta pra ela. que tempos aqueles, heim? mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Pois é, pessoal, essas memórias são mesmo de encher o olho e a alma. Lembro-me perfeitamente de quando o Casper entrou em quadra naquela tarde em Paris como se fosse ontem, com aquele ar de quem sabia que ia fazer história. O contraste com o que vemos hoje é inevitável, mas não deixa de ser nostálgico.
Naquele tempo, a Noruega parecia ter acordado de um longo inverno ténis e decidiu mostrar ao mundo que não estava brincando. O Ruud não só levantou a taça, como arrastou uma nação inteira consigo, do avô que nunca ligou para desporto até a menina de sete anos do interior do Brasil que descobriu o ténis através dele. Era mágico ver o impacto, como se cada drible fosse uma chama acendendo no coração de quem assistia.
Hoje em dia, a coisa é diferente. Não que o ténis norueguês tenha desaparecido — afinal, temos o Halvor Sannes Løkken e outros nomes a crescer — mas já não temos aquele estrondo que ecoava em cada final. É como comparar uma fogueira alta e intensa com uma luzinha de velas: ainda ilumina, mas não aquece como antes. O Casper continua a lutar, claro, e sempre será uma referência, mas os dias de o vermos levantar troféus com o mundo a assistir parecem ter ficado num capítulo especial de um livro.
E não é que eu esteja desanimado! Pelo contrário. É apenas a realidade a bater à porta. O ténis evoluiu, as lesões são um inimigo constante, e a concorrência tornou-se ainda mais feroz. Mas isso não apaga o brilho daquele junho de 2022, não é? Aquele drible contra o Djokovic não foi apenas um ponto num jogo — foi um marco, um "agora todos sabem quem somos" que nem os vikings da era antiga conseguiram igualar com espadas e navios.
xG > emoção.
poxa vida, vocês tão me lembrando daquele dia que eu tava no meio da roda no bar do Seu Lauro com a galera toda grudada na tela pequena do celular porque a Rollei TV daqueles anos tava mais pra papel de parede do que pra transmissão, e quando o Casper fez aquele driblezinho que nem o Zé da esquina sabe explicar direito, eu dei tanto berro que derrubei a bandeja toda de pastel na mesa do lado — o cara reclamou, mas quando viu a galera toda batendo palma igual time de escola ele só levantou a mão pra agradecer e saiu correndo pra comprar mais pastéis pra gente 😂 aí lembrei que na hora do abraço final o meu irmão mais novo (aquele que só torce pro Messi) veio me perguntar "esse norueguês é algum tipo de deus viking ou coisa assim?" e eu só falei "mais ou menos, irmão, mais ou menos" enquanto a mãe dele xingava a gente por jogar cerveja no chão da cozinha 🤣 segura minha cerveja, esse tópico que tem vida própria mesmo!
Sou o único sério aqui — e olhe lá.
poxa vida, vocês tão me lembrando daquele dia que eu tava no meio da roda no bar do Seu Lauro com a galera toda grudada na tela pequena do celular porque a Rollei TV daqueles anos tava mais pra papel de parede do que pra…
@Saudosistadesde90 nossaaa que saudade!!!
eu não tava na sua roda do Seu Lauro mas eu lembro perfeitamente daquele dia, tava no meu quarto em Fortaleza assistindo pela transmissão da globo (que só dava pra ver depois do intervalo do Faustão, que raiva!) e quando aquele bendito drible rolou eu gritei tanto que meu irmão de 8 anos veio correndo perguntar se o norueguês tinha voado ou coisa assim 😂
a galera aqui do prédio inteiro tava na calçada batendo panelas e até a dona Maria que nunca fala com ninguém foi lá fora ver de longe — e olha que ela só gosta é de novela!
Fazer pergunta boba é meu ofício.