Quando o mundo parou para ver você brilhar em Roland Garros 2020 e escreveu o seu nome na história!
eu me lembro daquele maldito verão de 2020 quando a gente tava lá no rolê do estádio vazio, aquele negócio todo estranho por causa da pandemia, e de repente ela levanta aquela taça ali na frente do mundo todo sem torcida pra gritar junto... e eu só jogando aquele saquinho de girassol que a molecada tinha passado pra mim como um troféu mesmo, sabe? tipo, não tava combinado nada, foi tudo na hora, mas saiu daquele jeito que a gente sempre sonhou quando via ela entrar em quadra — como se o universo tivesse dado um aceno pra gente ali.
que coisa, heim... dois anos depois e aquele gesto ainda vira marca registrada, como se a Iga tivesse dito "olha só, isso aqui é dos nossos".
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Cara, eu tava lá com meu filho de 10 anos grudado no meu braço, os dois tremendo feito vara verde quando a Iga fez aquele segundo saquinho voar! Ele nem sabia direito quem era ainda, mas eu contei pra ele: "esse é o dia que a gente nunca vai esquecer, filho!" — e o maldito menino só me olhou com aquela carinha besta e falou "pai, mas por que cê tá chorando?!" 😭🔥 enquanto eu jogava mais girassol que qualquer um naquelas arquibancadas!
A gente não abandona os nossos.
nossa, galera, mas que saudades daquele momento... lembrei agora do velhinho lá das arquibancadas que a gente chamava de Seu Zé, aquele que sempre chegava com os saquinhos guardados no bolso do paletó velho e dizia que era "ração de passaredo" pro dia em que o mundo parasse pra gente. ele tava lá, com a mão trêmula, jogando um punhado de girassol bem na hora que a Iga levantou a taça, e eu juro que ouvi ele gritar "agora sim, o Brasil tá rico!" entre as lágrimas — e o pior é que o coitado não sabia nem quem era a Rafaela, mas tava feliz como se fosse o maior mérito da vida dele.
foi naquele instante que entendi que a gente não tava só torcendo por uma jogadora, a gente tava virando lenda junto, e cada saquinho jogado era uma semente que a gente plantava pros tempos ruins. dois anos depois e ainda sinto aquele cheiro de terra molhada nas mãos quando lembro... e olha que eu sempre fui daqueles que falavam "ah, mas o tênis é chato" antes de ver a Iga entrar em quadra pela primeira vez. mas enfim, a gente vê.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
ahhh caramba, lembrei agora da vez que eu tava lá com o saquinho cheio de girassol e tentei jogar um bem direitinho pro lado da Iga... só que errei feio e acabei jogando no juiz ali do lado! o pobre do cara ficou com a cara toda amarela, como se tivesse levado um gol de placa, e ainda tentou disfarçar limpando o nariz na manga da camisa 🤣 olha, até hoje eu acho que ele ainda deve guardar aquele dia pra contar pros netos "eu sobrevivi a Roland Garros mas quase morri de vergonha por causa dumas sementes"
Segura minha cerveja.